Glossário

O vocabulário da vida selvagem

35 termos que o WAnimals usa nas suas fichas de espécies e de locais, cada um com as espécies reais que lhe correspondem.

35termos definidos5vocabulários2565espécies classificadas

Estado de conservação (UICN)

A escala oficial de ameaça, do menor ao maior risco.

Pouco preocupante1381 espécies
A espécie é abundante e está amplamente distribuída; não enfrenta nenhum risco significativo a curto prazo. É a categoria de menor risco da Lista Vermelha da UICN, e não significa que a espécie esteja a salvo para sempre: muitas espécies comuns estão em declínio, e a avaliação repete-se periodicamente para o detetar.
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Quase ameaçada168 espécies
Poderá ficar ameaçada num futuro próximo se as ameaças atuais não forem travadas. É mais um aviso do que uma ameaça declarada: a espécie está perto de cumprir os critérios de Vulnerável, ou cumpri-los-ia sem as medidas de conservação que hoje a sustentam.
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Vulnerável230 espécies
Enfrenta um risco elevado de extinção na natureza a médio prazo. É a primeira das três categorias de ameaça da UICN, e é atribuída quando uma espécie cumpre algum dos seus critérios quantitativos, como um declínio acentuado da população ou uma área de distribuição pequena.
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Em perigo183 espécies
Enfrenta um risco muito elevado de extinção na natureza num futuro próximo. É a categoria intermédia das três de ameaça, e corresponde geralmente a espécies com populações muito reduzidas ou em forte regressão, como o tigre ou o chimpanzé.
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Criticamente em perigo102 espécies
Enfrenta um risco extremamente elevado de extinção iminente na natureza. É a mais grave das três categorias de ameaça: muitas destas espécies sobrevivem apenas graças a programas de conservação, e a UICN marca-as como «possivelmente extintas» quando há indícios de que já desapareceram.
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Extinta na natureza2 espécies
Sobrevive apenas em cativeiro ou em populações reintroduzidas fora da sua área de distribuição histórica. É o último passo antes da extinção total. Algumas espécies saíram desta categoria graças à reintrodução, como o órix-da-arábia, que regressou à natureza a partir de exemplares criados em cativeiro.
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Extinta16 espécies
Não resta nenhum indivíduo vivo em parte alguma do mundo. A UICN só declara extinta uma espécie quando não resta dúvida razoável de que o último indivíduo morreu, normalmente após buscas exaustivas na sua área e nas épocas adequadas. O dodó e o pombo-passageiro são dois exemplos conhecidos, ambos desaparecidos por ação humana.
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Dados insuficientes21 espécies
Não existe informação suficiente para avaliar o seu risco de extinção. Não é uma categoria de ameaça: indica que faltam dados sobre a sua distribuição ou a sua população, e uma espécie com dados insuficientes tanto pode estar bem como em grave perigo.
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Não avaliada462 espécies
Ainda não foi avaliada segundo os critérios da UICN. É a situação da maioria das espécies descritas, sobretudo de invertebrados e plantas, porque a UICN só conseguiu avaliar uma pequena parte do total.
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Alimentação

Carnívoro993 espécies
Alimenta-se sobretudo de outros animais. Pode caçar presas vivas, aproveitar carniça ou ambas as coisas, e a sua anatomia costuma denunciá-lo: dentes ou bico afiados, garras e um intestino mais curto do que o de um herbívoro.
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Herbívoro609 espécies
Alimenta-se sobretudo de plantas. Folhas, erva, caules, raízes e sementes são difíceis de digerir, e muitos herbívoros dependem de microrganismos do estômago ou do intestino para os aproveitar, como acontece com os ruminantes.
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Omnívoro560 espécies
Combina alimento animal e vegetal consoante a disponibilidade. Essa flexibilidade permite-lhes adaptar-se a ambientes e estações muito diferentes; os ursos, os javalis, muitos corvídeos e numerosos primatas são omnívoros.
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Insetívoro300 espécies
Alimenta-se sobretudo de insetos e outros invertebrados. É uma das dietas mais comuns entre aves, morcegos, anfíbios e pequenos répteis, e muitos insetívoros ajudam a controlar as populações de insetos nos campos de cultivo e nas florestas.
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Piscívoro31 espécies
Alimenta-se sobretudo de peixe. Garças, guarda-rios, águias-pesqueiras, lontras, focas e muitos tubarões especializam-se na captura de peixes, cada um com a sua própria técnica.
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Frugívoro12 espécies
Alimenta-se sobretudo de fruta. Ao comerem frutos e deixarem as sementes longe da planta, os frugívoros dispersam muitas espécies vegetais, um papel especialmente importante nas florestas tropicais.
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Nectarívoro34 espécies
Alimenta-se sobretudo do néctar das flores. Em troca do néctar, beija-flores, borboletas, abelhas e alguns morcegos transportam o pólen de uma flor para outra e atuam como polinizadores.
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Detritívoro17 espécies
Alimenta-se de matéria orgânica morta à medida que se decompõe. Minhocas, milípedes, bichos-de-conta ou holotúrias fragmentam os restos e aceleram a sua decomposição, o que devolve os nutrientes ao solo ou ao fundo do mar.
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Padrão de atividade

Diurno1240 espécies
Ativo sobretudo durante o dia. As espécies diurnas costumam depender muito da visão, e muitas aves usam a cor para se reconhecerem, cortejarem ou encontrarem alimento.
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Noturno772 espécies
Ativo sobretudo durante a noite. Para se deslocarem às escuras, costumam ter olhos grandes e adaptados à pouca luz, uma audição ou um olfato muito apurados, ou até ecolocalização, como os morcegos.
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Crepuscular86 espécies
Ativo sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Esse horário permite-lhes evitar o calor do meio-dia e muitos predadores, e faz das primeiras e das últimas horas de luz o melhor momento para as observar.
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Atividade irregular169 espécies
Ativo a horas irregulares, de dia ou de noite consoante as circunstâncias. Também se chama atividade catemeral, e costuma variar com a estação, a temperatura ou a pressão dos predadores, pelo que não há uma hora fixa para encontrar estas espécies.
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Estrutura social

Solitário1300 espécies
Vive e caça sozinho, juntando-se a outros apenas para se reproduzir. Muitos predadores que caçam à espreita, como a maioria dos felinos, são solitários e defendem um território próprio; as crias costumam ficar com a mãe só até aprenderem a valer-se por si mesmas.
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Em casal365 espécies
Vive normalmente em casal, por vezes para toda a vida. O casal costuma partilhar a defesa do território e a criação das crias, algo muito frequente nas aves e menos nos mamíferos, onde se destacam alguns primatas, canídeos e pequenos antílopes.
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Grupo familiar65 espécies
Vive em pequenos grupos familiares com laços estreitos. Costumam ser os pais com as crias de uma ou várias épocas, ou várias fêmeas aparentadas, e viver juntos permite que o conhecimento passe de uma geração para outra.
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Manada114 espécies
Vive em grandes grupos como estratégia contra os predadores. Muitos olhos vigiam melhor do que dois, e num grupo grande é menos provável que o predador apanhe um indivíduo concreto; os gnus, as zebras ou os bisontes são exemplos clássicos.
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Matilha hierárquica19 espécies
Vive num grupo hierárquico organizado, típico dos caçadores cooperativos. O lobo e o mabeco são os exemplos típicos: cooperam para caçar presas maiores do que qualquer um deles e costumam organizar-se em torno de um casal reprodutor.
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Colónia406 espécies
Vive em grandes concentrações, muitas vezes por motivos reprodutivos. Aves marinhas, pinguins, morcegos ou insetos sociais como as formigas formam colónias que podem reunir de centenas a milhões de indivíduos num mesmo lugar.
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Cardume72 espécies
Agrupa-se em cardumes coordenados, típicos dos peixes. Nadar num grupo coordenado dificulta que um predador escolha uma presa, ajuda a encontrar alimento e, em algumas espécies, poupa energia ao aproveitar a água que os vizinhos deslocam.
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Categorias de áreas protegidas (UICN)

O código apresentado nas fichas de parques. 534 parques do catálogo têm um atribuído.

UICN Ia · Reserva natural integral8 parques
Área estritamente protegida pela sua biodiversidade ou pelas suas formações geológicas, onde as visitas e o uso humano estão fortemente limitados para não perturbar os valores que se conservam. Costumam estar reservadas à investigação científica.
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UICN Ib · Área de natureza selvagem
Área extensa, pouco ou nada modificada e sem povoamento humano permanente, protegida para conservar o seu carácter natural sem gestão intensiva. Distingue-se da categoria Ia por ter como prioridade conservar grandes extensões inalteradas, e admite visitas de baixo impacto, como percursos a pé sem infraestruturas.
UICN II · Parque nacional487 parques
Grande área natural que protege processos ecológicos de grande escala, juntamente com as espécies e os ecossistemas que lhes são característicos, e que permite também visitas públicas com fins educativos e recreativos. É a categoria da maioria dos parques nacionais.
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UICN III · Monumento natural2 parques
Área que protege um elemento natural concreto: uma formação do relevo, uma gruta, um monte submarino ou até uma floresta singular. Costumam ser áreas pequenas em torno desse elemento.
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UICN IV · Área de gestão de habitats ou espécies9 parques
Área destinada a proteger espécies ou habitats concretos, que por isso necessita de uma intervenção de gestão ativa e regular, e não apenas da ausência de impacto. Pode incluir medidas como manter o nível da água, controlar espécies invasoras ou restaurar a vegetação de que uma espécie concreta necessita, e muitas reservas de aves e zonas húmidas pertencem a esta categoria.
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UICN V · Paisagem protegida16 parques
Área onde a interação entre as pessoas e a natureza ao longo do tempo produziu uma paisagem com carácter próprio, de valor ecológico e cultural, e cuja proteção passa por manter essa relação em vez de a excluir. Muitos parques naturais europeus com aldeias, campos de cultivo e pastagens tradicionais pertencem a esta categoria, na qual a atividade humana faz parte daquilo que se protege.
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UICN VI · Área protegida com uso sustentável dos recursos5 parques
Área que conserva ecossistemas e habitats juntamente com os sistemas tradicionais de aproveitamento dos seus recursos, permitindo um uso sustentável compatível com a conservação. Costuma ser uma superfície ampla e, na sua maior parte, natural, onde uma parte se destina ao aproveitamento de baixo impacto pelas comunidades locais, como a pesca artesanal ou a recolha.
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