África
Moçambique tem mais de 2500 quilómetros de costa índica e uma plataforma marinha de recifes, pradarias marinhas e mangais que se conta entre as mais ricas do oceano Índico ocidental. O arquipélago de Bazaruto conserva dunas gigantes, ilhas e baixios de água turquesa, e a costa do Tofo é um ponto fixo de encontro com tubarões-baleia e mantas. No interior, o vale do Rift atravessa o centro do país e dá forma à Gorongosa, um mosaico de savana, planície aluvial, floresta de miombo e um planalto arborizado que funciona como ilha ecológica. A norte, a reserva do Niassa é uma das áreas protegidas mais extensas de África, com miombo interminável, elefantes, mabecos e uma presença humana muito escassa. O delta do Zambeze acrescenta uma das maiores zonas húmidas costeiras do continente.
Animal nacional: Sem animal nacional oficial
A guerra civil devastou a fauna da Gorongosa: a maioria dos seus grandes mamíferos desapareceu e algumas espécies ficaram reduzidas a um punhado de sobreviventes. Desde 2004, um programa de restauro a longo prazo permitiu que os herbívoros voltassem a contar-se às dezenas de milhares e que os predadores regressassem. O parque tornou-se o caso de estudo mais citado do mundo sobre a forma como um ecossistema inteiro se recompõe após um colapso.
Bazaruto conserva a última população viável de dugongo do oceano Índico ocidental, com umas poucas centenas de animais. O monte Mabu, uma floresta de nevoeiro identificada através de imagens de satélite em 2005, continua a revelar espécies novas para a ciência.
Tofo entre outubro e março para tubarão-baleia e mantas. Bazaruto todo o ano para dugongos e recifes. Gorongosa entre junho e outubro para fauna de savana.
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Mesma região: África Austral
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321 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Moçambique.