Ásia
Timor-Leste ocupa a metade oriental de uma ilha montanhosa e seca das Pequenas Ilhas da Sonda, com um interior de serras que ultrapassam os dois mil e novecentos metros, florestas de eucalipto e sândalo e uma vertente sul mais húmida. O seu grande património é marinho: o estreito de Ombai-Wetar, um canal profundo que separa a ilha das suas vizinhas, funciona como autoestrada submarina por onde circulam todos os anos milhares de cetáceos, entre eles baleias-azuis, num dos corredores migratórios mais bem documentados do Índico. A ilha de Ataúro, em frente a Díli, alberga recifes com uma diversidade de peixes excecional. O parque Nino Konis Santana, o primeiro do país, combina floresta tropical, litoral e a ilha sagrada de Jaco, desabitada por tradição.
Animal nacional: O crocodilo-de-água-salgada, animal emblemático ligado ao mito fundador do país
A tradição timorense conta que a ilha nasceu de um crocodilo gigante que levou um menino sobre o dorso e que, ao morrer, se transformou na terra montanhosa que hoje os seus habitantes pisam. Por isso, ao crocodilo-de-água-salgada chama-se avô e respeita-se como antepassado, não é caçado e em algumas comunidades fazem-se-lhe oferendas, um vínculo cultural que convive com o facto de a espécie ser o maior e mais perigoso réptil do planeta.
Um estudo de 2016 concluiu que as águas de Ataúro apresentam a maior diversidade média de peixes de recife registada no mundo por ponto de amostragem. O país declarou áreas marinhas protegidas geridas com normas comunitárias tradicionais chamadas tara bandu.
Estreito de Ombai entre outubro e dezembro para baleias-azuis e cetáceos. Ataúro durante todo o ano para recifes. Nino Konis Santana na estação seca para aves endémicas.
189 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Timor-Leste.