África
A Costa do Marfim combina a floresta húmida do sul com a savana sudanesa do norte, separadas por uma faixa de mosaico onde os dois ambientes se misturam. O parque nacional de Taï conserva o maior bloco de floresta primária que resta na África Ocidental, uma floresta de copado fechado com onze espécies de primatas, elefantes-africanos-de-floresta, hipopótamos-pigmeus e uma densidade excecional de aves e anfíbios. No norte, Comoé é um dos parques mais extensos do continente e protege savanas arborizadas, florestas-galeria e planícies inundáveis ao longo do rio com o mesmo nome. A costa, de lagoas e mangais, inclui o parque das ilhas Ehotilé e a floresta urbana do Banco, em plena Abidjan, um dos poucos parques nacionais situados dentro de uma grande cidade africana.
Animal nacional: O elefante-africano, símbolo nacional presente no brasão e no nome histórico do país
Os chimpanzés de Taï usam pedras como martelos e raízes ou troncos como bigornas para partir nozes muito duras, uma técnica que aprendem durante anos a observar os adultos e que varia entre grupos vizinhos, como uma tradição cultural. As escavações arqueológicas na floresta encontraram pedras usadas por chimpanzés há cerca de quatro mil e trezentos anos, o que demonstra que esse costume se transmite de geração em geração há milénios.
O país perdeu uma parte enorme da sua floresta em poucas décadas devido à expansão do cacau, e Taï é hoje o último grande refúgio da floresta primária regional. Comoé saiu da lista do Património em perigo em 2017, depois de recuperar a sua fauna.
Taï na estação seca para chimpanzés habituados e aves florestais. Comoé entre dezembro e abril para grandes mamíferos junto ao rio. Banco todo o ano para primatas e aves em Abidjan.
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Mesma região: África Ocidental
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216 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Costa do Marfim.