África
O Essuatíni é um dos países mais pequenos de África e, no entanto, encadeia quatro patamares ecológicos claramente diferenciados em apenas duzentos quilómetros: o highveld montanhoso e húmido do oeste, o middleveld de colinas, o lowveld quente de savana espinhosa e os montes Lubombo, que formam a fronteira oriental. Essa sequência concentra uma diversidade notável de plantas e aves para a sua dimensão. Malolotja, no noroeste, protege prados de altitude, cascatas e algumas das rochas mais antigas do planeta, com formações de mais de três mil milhões de anos. No lowveld, Hlane e Mkhaya conservam elefantes, rinocerontes-brancos e rinocerontes-negros, leões e uma das populações de abutres mais importantes da região, com dormitórios e colónias de reprodução bem estabelecidos.
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Em meados do século XX, a fauna do país tinha sido praticamente aniquilada pela caça. A recuperação começou numa propriedade familiar que o seu dono transformou em santuário privado no início dos anos sessenta, onde as espécies foram sendo reintroduzidas uma a uma até se reconstruírem comunidades inteiras. Esse projeto doméstico acabou por dar origem à rede de parques que hoje protege a vida selvagem do país.
Nos anos noventa, o país aprovou uma legislação de proteção da fauna muito severa após uma vaga de caça furtiva de rinocerontes, e desde então as suas perdas têm sido mínimas em comparação com as dos vizinhos.
Hlane e Mkhaya na estação seca para rinocerontes e elefantes. Malolotja entre setembro e março para a flora de altitude e as aves. Dormitórios de abutres ao fim da tarde.
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Mesma região: África Austral
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165 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Essuatíni.