América do Sul
A Guiana conserva floresta tropical em cerca de oitenta e cinco por cento do seu território e tem uma das densidades populacionais mais baixas da América, o que deixou enormes extensões de floresta praticamente intactas. O interior é ocupado pelo Escudo das Guianas, com planaltos, cascatas e rios de águas negras, e pela savana do Rupununi, uma planície sazonalmente inundável que liga as bacias do Amazonas e do Essequibo. A queda de Kaieteur, com mais de duzentos e vinte metros de queda livre, é uma das maiores cascatas de queda única do mundo em volume. A reserva de Iwokrama funciona como laboratório de gestão florestal sustentável e alberga jaguares, ariranhas, gaviões-reais e pirarucus, um dos peixes de água doce maiores do planeta.
Animal nacional: A cigana, ave nacional; o jaguar figura como suporte do brasão do país
No cimo da queda de Kaieteur, entre a neblina permanente que a queda da água levanta, crescem bromélias gigantes em cujo interior se acumula um pequeno depósito de água. Ali vive uma rã dourada minúscula que completa todo o seu ciclo de vida dentro de uma única planta: ali caça, ali canta, ali põe os seus ovos e ali crescem os seus girinos. Nunca pisa o solo da floresta.
Shell Beach, na costa, é zona de nidificação de quatro espécies de tartaruga marinha e é gerida em conjunto com comunidades indígenas que antes as capturavam. Iwokrama é um dos poucos lugares do mundo onde se testa de forma sistemática se uma floresta tropical pode gerar rendimentos sem ser destruída.
Kaieteur durante todo o ano para a rã dourada e os andorinhões que nidificam atrás da cortina de água. Rupununi na estação seca para ariranhas e aves. Iwokrama de noite para jaguares na estrada florestal.
236 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Guiana.