América do Sul
O Paraguai está dividido em dois pelo rio que lhe dá o nome. A leste, a região Oriental conservava a Mata Atlântica do Alto Paraná, da qual hoje resta uma fração reduzida, protegida em reservas como Mbaracayú, com jaguares, jacus e a araponga, cujo canto metálico se ouve a grande distância. A oeste estende-se o Chaco, uma planície imensa de floresta espinhosa e palmares que é a maior floresta seca contínua da América do Sul e também um dos territórios com maior taxa de desflorestação do mundo. No norte, o Pantanal paraguaio acrescenta zonas húmidas sazonais com capivaras, cervos-do-pantanal e aves aquáticas. O Chaco alberga ainda povos indígenas em isolamento voluntário.
Animal nacional: Sem animal nacional oficial; a araponga é a ave nacional do país
O taguá, um pecari de grande porte adaptado ao Chaco espinhoso, foi descrito em 1930 a partir de fósseis e dado como extinto havia milénios. Em 1975, uns cientistas que percorriam o Chaco paraguaio encontraram-no vivo e em bom número, para surpresa da comunidade internacional e de modo algum dos ayoreos e dos demais povos locais, que conviviam com ele e o caçavam desde sempre.
O Chaco regista uma das velocidades de conversão de floresta em pastagem para gado mais altas do planeta, o que ameaça diretamente o taguá e o tatu-canastra. Mbaracayú protege um dos últimos blocos significativos de Mata Atlântica do país, num bioma que perdeu a maior parte da sua extensão original.
Defensores del Chaco na estação seca para taguás e grandes mamíferos. Mbaracayú ao amanhecer para a araponga. Pantanal paraguaio entre maio e setembro para aves aquáticas.
197 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Paraguai.