África
A Eritreia combina um planalto central de altitude, com clima temperado e restos de florestas de zimbro e oliveira-africana, duas vertentes áridas que descem para leste e para oeste, e uma costa do mar Vermelho de mais de mil quilómetros com o arquipélago das Dahlak, mais de trezentas ilhas quase desabitadas. A depressão de Danakil, no sudeste, é um dos lugares mais quentes e inóspitos do planeta, com lagos de sal, vulcões e campos de lava. Apesar dessa dureza, alberga fauna adaptada ao extremo. No sudoeste, a região de Gash-Barka conserva savanas arborizadas e florestas-galeria com a população de elefantes mais setentrional da África Oriental, isolada do resto da espécie. As águas eritreias do mar Vermelho destacam-se pelos seus corais tolerantes a temperaturas muito elevadas.
Animal nacional: O dromedário, presente no brasão nacional
O asno-selvagem-africano, antepassado de todos os burros domésticos do mundo, sobrevive apenas em poucos enclaves da Eritreia e do Danakil etíope, com menos de duzentos exemplares adultos em liberdade. É um dos mamíferos mais ameaçados do planeta, capaz de resistir vários dias sem beber e de sobreviver em terrenos vulcânicos onde quase nenhum herbívoro de grande porte conseguiria alimentar-se.
O asno-selvagem-africano está criticamente em perigo devido à caça e à hibridação com burros domésticos. Os corais do mar Vermelho eritreu, que suportam temperaturas letais para outros recifes, são objeto de estudo como modelo de resistência climática.
Dahlak todo o ano para recifes, dugongos e tartarugas. Gash-Barka na estação seca para elefantes. Planalto central na primavera para aves de altitude.
280 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Eritreia.