África
A Gâmbia é uma faixa estreita de território nas duas margens do rio com o mesmo nome, e essa geografia fluvial define toda a sua natureza. O rio é navegável em boa parte do seu curso e vai mudando de caráter: salobro e ladeado de mangais perto do Atlântico, doce e flanqueado por florestas-galeria e savana a montante. Apesar da sua dimensão mínima, o país regista cerca de quinhentas e setenta espécies de aves, o que o tornou um destino clássico da observação ornitológica africana. Os mangais do baixo rio albergam o manatim-africano, crocodilos e uma grande diversidade de guarda-rios e ardeídeos. Nas florestas costeiras de Abuko e no interior sobrevivem colobos-vermelhos, macacos-verdes, hienas-malhadas e facoceros, e no troço alto do rio ainda há hipopótamos.
Animal nacional: Sem animal nacional oficial
Nas ilhas Baboon, a meio do rio Gâmbia, funciona desde 1979 um dos projetos de reintrodução de chimpanzés mais antigos do mundo. O chimpanzé tinha-se extinguido no país, e ali foram libertados exemplares órfãos resgatados do comércio ilegal. Hoje as ilhas albergam vários grupos descendentes desses animais, que vivem em liberdade e que só podem ser observados a partir da água, sem desembarcar.
O abate de mangais e a pressão pesqueira sobre o estuário são as principais ameaças. As reservas comunitárias demonstraram ser uma via eficaz para conservar florestas costeiras num país com muito pouca superfície protegida.
Rio Gâmbia de barco todo o ano, com melhor visibilidade entre novembro e março. Abuko logo de manhã cedo para primatas e aves florestais. Kiang West na estação seca para mamíferos de savana.
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Mesma região: África Ocidental
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269 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Gâmbia.