África
O Gana organiza-se de sul para norte em faixas: a costa atlântica com lagoas, mangais e praias de postura de tartarugas; a floresta húmida do sudoeste, prolongamento do bloco da Alta Guiné; a zona de transição do centro; e as savanas sudanesa e guineense do norte, onde se situa o parque de Mole, o maior do país, com elefantes-de-savana, búfalos, antílopes e babuínos. O lago Volta, criado pela barragem de Akosombo, é uma das maiores albufeiras do mundo em superfície e transformou a ecologia do rio. Em Kakum, uma passarela suspensa permite percorrer a copa da floresta a dezenas de metros do solo, e as lagoas costeiras de Keta e Songor são sítios Ramsar com concentrações de gaivinas e limícolas migratórias.
Animal nacional: A águia, representada no brasão nacional
No santuário de Boabeng-Fiema, duas aldeias do centro do país protegem há séculos os colobos e os macacos-mona que vivem entre as suas casas e na floresta sagrada contígua. O costume local considera sagrados estes animais, proíbe matá-los e chega ao extremo de celebrar funerais quando um morre e de o enterrar num cemitério próprio, um caso de conservação baseada em crenças tradicionais anterior a qualquer lei ambiental.
As florestas sagradas protegidas por normas tradicionais funcionam como refúgios de biodiversidade em paisagens muito transformadas. A mineração artesanal de ouro contamina rios e degrada florestas no sudoeste.
Mole entre dezembro e abril para elefantes nos charcos. Boabeng-Fiema todo o ano para colobos e macacos-mona. Kakum ao amanhecer a partir da passarela da copa para aves florestais.
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Mesma região: África Ocidental
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252 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Gana.