África
O Quénia é a montra clássica da fauna africana e, ao mesmo tempo, um país de contrastes extremos: do glaciar do monte Quénia, em pleno equador, aos desertos do norte em torno do lago Turkana, o maior lago desértico do mundo. O Grande Vale do Rift atravessa-o de norte a sul e alinha lagos alcalinos como o Nakuru e o Bogoria, cujas águas pouco profundas e carregadas de cianobactérias alimentam enormes concentrações de flamingo-pequeno. O Masai Mara, continuação do Serengeti, recebe todos os anos a chegada da grande migração de gnus e zebras, com as suas dramáticas travessias do rio Mara. No norte, Samburu alberga espécies adaptadas à aridez que não se veem no sul, como a zebra-de-Grévy ou a gazela-girafa, e a costa do Índico acrescenta recifes, mangais e tartarugas.
Animal nacional: O leão, animal nacional do país
Na conservancy de Ol Pejeta vivem os dois últimos rinocerontes-brancos-do-norte que restam no planeta, mãe e filha, ambas fêmeas e vigiadas vinte e quatro horas por dia. Com a morte do último macho em 2018, a subespécie ficou funcionalmente extinta, e a sua única possibilidade de continuidade depende hoje de técnicas de reprodução assistida com óvulos recolhidos e esperma congelado.
O Quénia proibiu a caça desportiva em 1977 e desenvolveu um modelo de conservancies comunitárias que hoje protege mais superfície do que os próprios parques nacionais. A hirola, um antílope do leste do país, é um dos mamíferos mais ameaçados de África.
Masai Mara entre julho e outubro para a migração e as travessias do rio. Amboseli na estação seca para elefantes com o Quilimanjaro ao fundo. Bogoria e Nakuru para flamingos, consoante o nível da água.
Quénia: o que vale a pena observar este mês?
Pouco preocupanteZebra-das-planícies
Equus quagga
Boa altura agora: Grande Migração: travessia do rio Mara (Julho a outubro)
Pouco preocupanteGnu-azul
Connochaetes taurinus
Boa altura agora: Grande Migração: travessia do rio Mara (Julho a outubro)
368 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Quénia.