África
O Sudão do Sul é dominado pelo Sudd, uma das maiores zonas húmidas do mundo, uma planície aluvial onde o Nilo Branco se espraia num labirinto de canais, papiros e ilhas flutuantes de vegetação que mudam de posição com as cheias. Essa zona húmida é o refúgio do bico-de-sapato, uma ave enorme e de aspeto pré-histórico, e de grandes populações de sitatunga, crocodilos e hipopótamos. A leste e a sul abrem-se savanas imensas e pouco povoadas, em Boma e Badingilo, com pradarias sazonais que sustentam manadas de antílopes à escala continental. No extremo sul, a floresta de Western Equatoria liga-se à bacia do Congo e alberga elefantes-africanos-de-floresta, bongos e chimpanzés. O país é um dos menos explorados de África do ponto de vista biológico.
Animal nacional: A águia Haliaeetus vocifer, representada no brasão nacional
Em 2007, os primeiros sobrevoos científicos após mais de vinte anos de guerra revelaram que a grande migração de antílopes do leste do país não só tinha sobrevivido, como continuava a ser uma das maiores do planeta: mais de um milhão de cobos-de-orelhas-brancas, tiangs e gazelas-de-Mongalla a percorrer as savanas entre Boma e o Sudd. Ninguém esperava encontrar nada de parecido após décadas de conflito.
A migração de Boma e Badingilo é, juntamente com a do Serengeti, a maior migração terrestre de mamíferos do mundo. A proliferação de armas após a guerra e os projetos de drenagem do Sudd para aumentar o caudal do Nilo são as suas principais ameaças.
Boma e Badingilo entre dezembro e abril para a migração de antílopes. Sudd na estação seca para bicos-de-sapato e aves aquáticas. Nimule para elefantes junto ao Nilo.
180 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Sudão do Sul.