Europa
A França reúne no seu território metropolitano quatro domínios biogeográficos: atlântico, continental, alpino e mediterrânico, algo que nenhum outro país europeu iguala. Os Alpes e os Pirenéus sustentam fauna de alta montanha com camurças, marmotas, íbexes e quebra-ossos; o Maciço Central e os Vosges conservam florestas e turfeiras com lince-euroasiático reintroduzido; a Camarga, no delta do Ródano, é um mosaico de lagoas salgadas famoso pela sua colónia de flamingos, os seus cavalos brancos e os seus touros semisselvagens. Mas a maior riqueza natural francesa está fora da Europa: os territórios ultramarinos, repartidos por três oceanos, fazem da França um dos países com mais biodiversidade do planeta. A Guiana Francesa contribui com floresta amazónica intacta, a Nova Caledónia com uma fauna isolada durante 80 milhões de anos e os territórios austrais com colónias maciças de pinguins e albatrozes.
Animal nacional: O galo gaulês, símbolo nacional desde a Antiguidade
O cagu da Nova Caledónia é uma ave cinzenta do tamanho de uma galinha, praticamente incapaz de voar, que ladra ao amanhecer como um cão para marcar território: um dueto que se ouve a mais de um quilómetro. Não tem parentes próximos vivos e é o único sobrevivente de um ramo evolutivo próprio. Graças ao controlo de cães assilvestrados e ratos, a sua população tem vindo a recuperar de mínimos críticos.
O regresso natural do lobo a partir de Itália em 1992 gerou um conflito persistente com a pecuária extensiva. Os territórios ultramarinos concentram a maioria das espécies ameaçadas do país, pressionadas por espécies invasoras e pela mineração.
A Camarga todo o ano, com máximo de flamingos entre abril e setembro. Os Alpes no verão para marmotas e íbexes em altitude. O Mercantour ao amanhecer para lobos e muflões.
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Mesma região: Europa Ocidental
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801 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre França.