África
A Guiné é conhecida como o castelo de água da África Ocidental porque nas suas terras altas nascem três dos grandes rios da região: o Níger, o Senegal e o Gâmbia. O maciço do Futa Jalom, um planalto de arenito cortado por desfiladeiros e cascatas, retém a humidade da monção e alimenta esses cursos de água. Para sudeste, a Guiné Florestal conserva restos da floresta húmida guineense em Ziama e Diécké, com elefantes-africanos-de-floresta, chimpanzés e uma flora de afinidade equatorial. No extremo sul ergue-se o monte Nimba, um maciço isolado e partilhado com a Libéria e a Costa do Marfim que combina prados de altitude sobre minério de ferro com floresta nas suas encostas, e que concentra uma densidade de espécies exclusivas muito pouco comum. A costa contribui com mangais extensos e estuários ricos.
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Nos prados de altitude do monte Nimba vive um sapo minúsculo que quebra todas as regras do seu grupo: não põe ovos nem passa por uma fase de girino, antes gera as crias durante cerca de nove meses e dá à luz pequenos sapos já formados. É um dos pouquíssimos anfíbios verdadeiramente vivíparos do mundo e só existe em uns poucos quilómetros quadrados dessa montanha, ameaçados pela mineração de ferro.
O Nimba é Património Mundial e, ao mesmo tempo, uma das maiores jazidas de ferro do planeta, um conflito que marcou a sua gestão durante décadas. Os chimpanzés do país estão entre as populações mais importantes da África Ocidental.
Nimba na estação seca para flora e fauna de altitude. Ziama e Diécké para primatas e aves florestais. Alto Níger entre dezembro e abril para fauna de savana.
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Mesma região: África Ocidental
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223 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Guiné.