América do Sul
O Peru organiza-se em três faixas paralelas: uma costa desértica banhada pela corrente fria de Humboldt, a serra andina com a maior cordilheira tropical do mundo e os seus glaciares, e a floresta amazónica, que ocupa mais de metade do país. Essa corrente fria gera um dos mares mais produtivos do planeta e sustenta colónias imensas de aves marinhas e a maior pescaria de uma única espécie do mundo, a da anchoveta. Na Amazónia, Manu e Tambopata reúnem um número de espécies de aves e borboletas difícil de igualar, com barreiros de argila onde centenas de araras e papagaios se juntam todas as manhãs para ingerir minerais. Nos Andes vivem vicunhas, condores e ursos-de-óculos.
Animal nacional: A vicunha, animal nacional presente no brasão; o galo-das-rochas-andino é a ave nacional
A rã-gigante-do-Titicaca vive a quase quatro mil metros de altitude e nunca vem à superfície para respirar. Resolveu a falta de oxigénio da água fria de altitude com uma pele enorme e pendente, dobrada em pregas que multiplicam a sua superfície e através da qual absorve o oxigénio diretamente. Quando precisa, balança-se no fundo para renovar a água que rodeia essas pregas, como quem se abana com um leque.
O guano das ilhas do litoral, acumulado durante séculos por milhões de aves marinhas graças à produtividade da corrente de Humboldt, sustentou no século XIX uma indústria de fertilizantes que financiou o Estado e hoje é recolhido de forma regulada de tantos em tantos anos. A vicunha recuperou a partir de uns poucos milhares de exemplares através de tosquias comunitárias.
Barreiros de Tambopata e Manu ao amanhecer para araras. Canhão do Colca de manhã para condores. Paracas e as ilhas Ballestas durante todo o ano para aves marinhas e leões-marinhos.
Peru: o que vale a pena observar este mês?
Em perigoBoto-cor-de-rosa
Inia geoffrensis
Boa altura agora: Melhor época para avistar botos-cor-de-rosa na Amazónia (Junho a novembro (estação de águas baixas))
321 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Peru.