Ásia
A Coreia do Norte é um país montanhoso em cerca de oitenta por cento da sua superfície, com cadeias arborizadas que descem para planícies costeiras estreitas. Na fronteira com a China ergue-se o monte Paektu, um vulcão com um enorme lago de cratera de águas geladas, rodeado de floresta boreal onde sobrevivem ursos-negros-asiáticos, gorais e linces. A costa leste é abrupta e profunda, ao passo que a ocidental, sobre o mar Amarelo, apresenta lodaçais de maré que fazem parte do corredor migratório de aves limícolas mais importante do planeta. As zonas húmidas de Rason, no extremo nordeste, acolhem focas-pintadas e aves aquáticas invernantes. A desflorestação para lenha e cultivo em encostas provocou uma erosão grave em boa parte do país.
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A zona desmilitarizada que separa as duas Coreias é uma faixa de cerca de duzentos e cinquenta quilómetros de comprimento, minada, vedada e interdita ao ser humano desde 1953. Sete décadas sem agricultura, caça nem construção transformaram-na numa reserva natural involuntária: ali invernam grous-da-Manchúria e grous-de-nuca-branca, vivem gorais e cervos-almiscarados, e recolheram-se indícios da presença de grandes carnívoros desaparecidos do resto da península.
Os lodaçais do mar Amarelo são uma escala crítica para limícolas que viajam entre a Sibéria e a Austrália, e a sua perda por aterros em ambos os lados do mar é uma das maiores ameaças para as aves migratórias do mundo.
Rason no inverno para focas-pintadas e aves aquáticas. Monte Paektu no verão para flora e fauna boreal. Lodaçais ocidentais na primavera e no outono para a passagem de limícolas.
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Mesma região: Ásia Oriental
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105 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Coreia do Norte.