Europa
A Croácia articula-se em dois mundos: o continental, de planícies panónicas e rios lentos, e o adriático, de montanhas cársicas que caem sobre um mar salpicado por mais de mil ilhas. Os lagos de Plitvice, dezasseis albufeiras naturais escalonadas e unidas por cascatas, formam-se porque a água deposita travertino sobre musgos e algas e as barreiras crescem uns centímetros por ano, um processo vivo e em curso. A serra de Velebit conserva florestas densas com urso-pardo, lobo e lince-euroasiático, e as suas encostas caem diretamente no Adriático. No interior, o parque de Kopački rit, na confluência do Drava com o Danúbio, é uma das maiores zonas húmidas inundáveis da Europa, com colónias de garças e águias-rabalvas. A costa dálmata acrescenta pradarias de posidónia, ilhas desabitadas e uma fauna marinha que inclui golfinhos-roazes residentes e tartarugas-comuns.
Animal nacional: A marta, a ponto de a antiga moeda nacional, a kuna, ter tirado o nome da pele deste animal
Os grifos da ilha de Cres são os únicos do mundo que se reproduzem em falésias marinhas, poucos metros acima da água, e que atravessam o mar de forma habitual nas suas deslocações. Como as crias fazem o primeiro voo a partir dessas saliências e ainda não dominam o voo planado, muitas caem ao mar e afogam-se se não forem resgatadas, pelo que há embarcações e normas específicas para não as assustar na zona.
O Velebit faz parte de projetos de renaturalização à escala europeia e pretende voltar a ligar populações de grandes carnívoros dináricos. A pressão turística sobre Plitvice obrigou a limitar o número diário de visitantes para proteger as barreiras de travertino.
Cres entre março e agosto para grifos, a partir dos miradouros de Beli. Kopački rit na primavera para ardeídeos e águias-rabalvas. Águas das ilhas de Vis e Lošinj no verão para golfinhos-roazes.
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Com base no que já sabemos sobre Croácia.