Europa
A Finlândia é água e floresta em proporções quase iguais: cerca de 188 000 lagos e mais de setenta por cento de superfície florestal fazem dela o país mais arborizado da Europa. A taiga oriental, em Kainuu e na Carélia do Norte, junto à fronteira russa, é o melhor lugar do continente para observar urso-pardo, lobo e glutão a partir de observatórios fixos. Na Lapónia, as florestas de pinheiro cedem lugar à tundra de bétula-anã e às turfeiras aapa, habitat de aves como o bufo-das-neves e de manadas de renas semidomésticas. O arquipélago do sudoeste, com dezenas de milhares de ilhas e escolhos no Báltico, alberga colónias de aves marinhas e focas-cinzentas. As grandes zonas húmidas do norte, entre Liminka e a Lapónia, funcionam como corredor migratório para grous, cisnes e gansos que sobem em direção ao Ártico todas as primaveras.
Animal nacional: O urso-pardo é o animal nacional; o cisne-bravo é a ave nacional
A foca-anelada-de-Saimaa ficou presa no sistema lacustre finlandês no final da última glaciação, há cerca de 9000 anos, e evoluiu isolada em água doce até se tornar uma das focas mais raras do mundo, com apenas algumas centenas de exemplares. Como precisa de montes de neve acumulada pelo vento para parir e os invernos são cada vez mais suaves, os voluntários amontoam neve à mão nas margens para lhe construírem tocas artificiais.
A foca de Saimaa depende diretamente de um inverno com neve suficiente, o que faz dela uma das espécies europeias mais expostas às alterações climáticas. O restauro das turfeiras drenadas é uma prioridade nacional pelo seu papel como sumidouro de carbono.
Observatórios de Kuhmo e Kuusamo entre maio e agosto para o urso-pardo e o glutão. Zona húmida de Liminka em maio para grous e gansos. Lago Saimaa em junho, quando as focas apanham sol sobre as rochas.
476 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Finlândia.