América do Norte
A Guatemala concentra num território relativamente pequeno uma diversidade de paisagens notável: uma cadeia de mais de trinta vulcões, vários deles ativos, atravessa o sul do país; o planalto ocidental combina florestas de pinheiro e carvalho com lagos de origem vulcânica como o Atitlán; e para norte, o Petén abre-se na Reserva da Biosfera Maia, o maior bloco de floresta tropical da América Central, continuação das florestas do Belize e do México. As florestas nubladas da Sierra de las Minas e da Verapaz retêm a humidade do Caribe e albergam uma fauna de altitude muito particular. A costa caribenha contribui com mangais e zonas húmidas como as do rio Dulce e de Punta de Manabique.
Animal nacional: O quetzal-resplandecente, ave nacional que dá nome à moeda do país
O quetzal-resplandecente é tão central na identidade guatemalteca que a moeda do país tem o seu nome. Os maias usavam as suas longas penas caudais nos toucados dos governantes, mas capturavam a ave, arrancavam-lhe umas poucas penas e soltavam-na, porque matá-la era punido. A crença de que não sobrevive em cativeiro reforçou o seu papel como símbolo de liberdade, e a sua presença depende hoje por completo das florestas nubladas.
A ave conhecida em espanhol como «zambullidor de Atitlán», uma ave aquática incapaz de voar que só existia nesse lago, extinguiu-se em 1989 devido à introdução do achigã e à alteração do caniçal. As concessões florestais comunitárias do Petén são um modelo citado internacionalmente de gestão sustentável de floresta tropical.
Biótopo do Quetzal e Sierra de las Minas entre fevereiro e maio para o quetzal. Tikal ao amanhecer para bugios e perus-ocelados. Rio Dulce durante todo o ano para manatins e aves aquáticas.
260 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Guatemala.