América do Norte
Cuba é a maior ilha do Caribe e a que conserva maior superfície natural do arquipélago antilhano, com um grau de endemismo altíssimo tanto em plantas como em anfíbios, répteis e moluscos. O oriente montanhoso, com a Sierra Maestra e sobretudo o maciço de Nipe-Sagua-Baracoa, alberga solos serpentiníticos que deram origem a uma flora exclusiva e florestas pluviais que constituem o ponto mais biodiverso de todas as Antilhas. No sudoeste, a Ciénaga de Zapata é a maior zona húmida do Caribe insular, com mangais, caniçais e florestas inundadas onde vivem aves que não existem em mais lado nenhum e o crocodilo-cubano, o crocodilo com a área de distribuição natural mais reduzida do mundo.
Animal nacional: O surucuá-cubano, ave nacional cuja plumagem reproduz as cores da bandeira cubana
O colibri-abelha é a ave mais pequena do planeta: mede cerca de seis centímetros contando com o bico e a cauda e pesa menos de dois gramas, menos do que uma moeda pequena. Bate as asas cerca de oitenta vezes por segundo, o seu ninho tem o tamanho de um dedal e os seus ovos são como grãos de café. Só existe em Cuba e o seu coração pode bater mais de mil vezes por minuto em voo.
Os Jardines de la Reina, um arquipélago protegido desde 1996 com pesca muito restringida, conservam uma das populações de tubarões e meros mais densas do Caribe e servem de referência de como eram estes mares antes da sobrepesca. O peixe conhecido em espanhol como «manjuarí» é considerado um fóssil vivo, sobrevivente de uma linhagem com mais de cem milhões de anos.
Zapata entre novembro e abril para aves endémicas e migratórias. Jardines de la Reina todo o ano para tubarões e meros. Viñales ao amanhecer para surucuás-cubanos e aves de mogote.
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Mesma região: América Central e Caraíbas
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217 espécies encontradas
Com base no que já sabemos sobre Cuba.