A maior lagoa costeira de água doce de Espanha, rodeada de arrozais e separada do mar pela dehesa del Saler.
Área
211 km²
Classificado em
1986
Região
Europa Meridional
Lagoa costeira pouco profunda, paul e arrozais
O Parque Natural de l'Albufera protege 21 120 hectares a cerca de dez quilómetros a sul da cidade de Valência, repartidos por treze municípios. O seu núcleo é uma lagoa costeira pouco profunda, com apenas um metro de profundidade média e cerca de 24 km² de espelho de água, rodeada por mais de 200 km² de arrozais e separada do Mediterrâneo por uma estreita restinga arenosa cujas dunas estão fixadas por um pinhal: a dehesa del Saler. Os romanos chamaram-lhe Nacarum Stagnum e alguns poemas árabes, Espelho do Sol; o seu nome atual vem do árabe al-Buhayra, o lago.
A paisagem é em partes iguais geológica e humana. A planície valenciana, deprimida e subsidente, foi colmatada por aluviões quaternários depois de o antigo golfo se ter fechado com um cordão litoral, e a lagoa ficou como reservatório natural de uma bacia de 917 km² entre o Turia e o Júcar; liga-se ao mar por três canais de escoamento chamados golas, cujas comportas permitem gerir o nível da água segundo as necessidades do arroz. A partir do século XV a intervenção humana foi secando e estreitando a lagoa para ganhar terra de cultivo. Nos anos sessenta o processo chegou ao limite: foi aprovado um plano de urbanização da Dehesa del Saler que ameaçava edificar o cordão dunar. A reação dos cidadãos e o pedido da Câmara Municipal de Valência em 1984 culminaram na declaração como parque natural a 8 de julho de 1986, através do Decreto 89/1986 da Generalitat Valenciana.
Água doce e salgada, dehesa, cultivo e duna são os quatro ambientes do parque, e cada um contribui com o seu cortejo de espécies: dunas litorais com soldanela e grama, sapais, bosque mediterrânico de pinheiro-de-alepo, aroeira, zimbro, carrasco e palmeira-anã no Saler, e extensos caniçais nas margens. É um ponto-chave de passagem e invernada para a avifauna migratória do Mediterrâneo ocidental. Entre os peixes destacam-se dois endemismos ibéricos ameaçados, o samaruc (Valencia hispanica) e o fartet (Aphanius iberus), juntamente com a enguia, a tainha e o robalo, base de uma pesca tradicional hoje muito restringida. O parque está incluído na lista Ramsar de zonas húmidas de importância internacional desde 1990 e é Zona de Proteção Especial para as Aves e Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000.
Também se mostram 4 locais de mergulho a menos de 300 km.
Ecossistemas presentes no país onde se situa este parque (Espanha).
Onde posso mergulhar aqui perto?
a 108 km
a 169 km
a 191 km
Espanha: o que vale a pena observar este mês?
Boa altura agora: Invernada de grous-comuns na lagoa de Gallocanta (Outubro a março (picos de passagem em novembro e fevereiro))
Boa altura agora: Migração de aves planadoras pelo Estreito de Gibraltar (Passagem pré-nupcial de fevereiro a maio e passagem pós-nupcial de julho a novembro)
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Com base no que já sabemos sobre este parque.
Clima
Árido / desértico, Temperado, Mediterrânico, De montanha
Melhor época
Todo o ano
Com problemas de conservação:,,,,,,,,
a 231 km
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